As ameaças presentes no mercado fotovoltaico: Distribuidoras de energia

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O mercado solar já enxerga em seu horizonte, o seu crescimento iminente. O Brasil é o 10º lugar entre os países que mais acrescentaram o sol como fonte de sua matriz energética neste ano. E cada vez mais presenciamos subsídios, incentivos fiscais e grandes bancos liberando verbas para o financiamento de sistemas fotovoltaicos. 



No mundo, o Bloomerg New Energy Finance afirma que para o ano de 2040, é projetado que a energia solar seja cerca de 32% da matriz energética mundial.

Então é possível afirmar que o mercado da energia solar no Brasil ainda vai dar muito o que falar. Entretanto, como todo essa popularização e globalização da energia solar, certos players de setores relacionados a energia sentem-se ameaçados com tamanho crescimento. Claro que essa polêmica não é “privilégio” do Brasil, em todo o mundo há essa onda.

As distribuidoras de energia elétrica clamam pelo recuo do governo quanto a alguns incentivos fiscais cedidos aos prossumidores de energia solar. Ou seja, o que já foi conquistado dentro destes 6 anos de história da geração distribuída no Brasil pode ser retirado.

A justificativa dada por parte das distribuidoras, representada por Nelson Leite, presidente da Abradee (associação que representa as distribuidoras), gira em torno de que os consumidores que não geram energia acabam pagando os custos de quem produz, já que quem produz não paga pelo uso da rede, por exemplo.

Ainda que mesmo que o consumidor seja um prossumidor e acabe por produzir e consumir a sua própria energia elétrica, ele continue pagando pelas taxas obrigatórias ainda cobradas pela distribuidora.

A disputa de mercado é saudável para o próprio mercado. Pois nela há a diferenciação e destaque de quem merece, cria e incentiva o desenvolvimento de novas tecnologias ou formas de negócios.

Então, no momento em que nos encontramos no mercado fotovoltaico no Brasil, ainda engatinhando para a explosão comercial, é uma falha muito grande querer adicionar empecilhos de consumidores adquirirem sistemas de energia solar, que impeçam empresas de crescer e criar frutos para o futuro.

O crescimento da energia solar é inevitável e já apresenta números que fazem nossos olhos brilhar de esperança para o futuro. Como todo novo mercado, os preços ainda são “altos” (mesmo que já tenha apresentado uma grande queda nos últimos 3 anos) e apresentem diversas opções de financiamento, o mercado precisará passar pelo ciclo clássico de um mercado/produto: introdução – crescimento – amadurecimento – declínio.

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